Oficina Brasil


Em maio serviços batem recorde!

Depois da freada provocada pelos feriados e lockdowns de abril o número de passagens nas oficinas cresceu 12,9 % em relação à média histórica como indica o PULSO DO AFTERMARKET Com este resultado de maio e contabilizados os primeiros cinco meses de 2021 registramos um crescimento acumulado de 4,6% dos serviços. Fique por dentro do comportamento do aftermarket em mais este conteúdo exclusivo da mala-direta Oficina Brasil. Boa leitura

Compartilhe
Por Equipe CINAU


Avaliação da Matéria

Faça a sua avaliação

Nesta edição trazemos o 14º relatório do PULSO DO AFTERMARKET, dando sequência às matérias publicadas, com exclusividade, na Mala Direta Oficina Brasil. Nossos indicadores já se tornaram fonte de consulta indispensável para os executivos do segmento de aftermarket, que encontram nestes dados uma base segura para a tomada de decisões em relação ao mercado de reposição.

Como você pode conferir no gráfico do PULSO DO AFTERMARKET o crescimento do mês de maio bateu inacreditáveis 12,9% e representa o maior salto na série histórica do “pulso” desde abril de 2020.

Este resultado, quando somado aos “mortos e feridos” dos meses anteriores, nos projeta um crescimento acumulado para 2021 de 4,6%, o que é uma ótima marca.

Com sempre orientamos nossos leitores este indicador é “quantitativo” e mensura o número de serviços (passagens) nas oficinas, mas para formarmos um valor completo sobre o comportamento do aftermarket temos que considerar informações “qualitativas” como ticket médio, dificuldade de encontrar peças, etc...

Neste sentido a seguir apresentamos os dados qualitativos que são fruto de uma pesquisa realizada entre os dias três e quatro de junho quando a CINAU ouviu 520 oficinas em todo o território nacional. Para aqueles que já estão acostumados com estes gráficos basta interpretá-los para tirar suas próprias conclusões sobre o desempenho do mercado.

De nossa parte e sobre os indicadores deste mês nos chamou a atenção, em primeiro lugar, o dado positivo que envolve um problema crítico neste processo da pandemia e diz respeito à falta de peças.

Percebam no gráfico desse índice que depois de bater um recorde de 70% de oficinas enfrentando falta de peças o indicador caiu pela segunda vez seguida chegando a 60% de estabelecimentos que enfrentaram alguma dificuldade de encontrar peças.

Já para 40%, a maior dos estabelecimentos este problema não foi percebido. 

Como esta é a segunda queda seguida (já havia sido observado em abril) podemos interpretar esta mutação como uma “tendência” que será confirmada ou não no próximo PULSO DO AFTERMARKET, portanto, fiquemos atentos! Pois se a falta de peças for superada, uma das maiores ameaças aos crescimento de nossa indústria terá sido afastada.

Já a velocidade desta eventual volta normalidade no abastecimento de peças (cuja média histórica é 22% de percepção de falta de peças) você poderá conferir nas próximas edições do PULSO DO AFTERMARKET, pois ainda é cedo para fazermos uma previsão. 

Outro aspecto que está diretamente ligado à percepção de falta de peças é a opção pela compra na internet. Observem que tendência de compra neste mês caiu levemente e na medida quase direta da queda da falta de peças.

Isso comprova nossa teoria de que as oficinas cresceram seu volume de compras na internet pressionadas pela falta dos itens em seus fornecedores tradicionais, mas a medida que estes reestabelecem seus estoques o reparador abandona a “penosa” experiência de adquirir peças pela internet.

Dizemos que a experiência de compra do reparador na internet é “penosa” pela constatação do dado que indica a aquisição da “peça errada”, observem que este indicador continua em níveis altíssimos (62%).

Com este desempenho frustrante, que complica a vida do reparador fica fácil entender por que o “E-Tailling” de autopeças não decola no Brasil.

Aliás, muito se especula sobre os motivos da venda de autopeças pela internet não crescer junto às oficinas mecânicas. A “explicação” mais comum é que o reparador “aos poucos terá que se acostumar ao mundo digital, pois o movimento em direção do ambiente digital é inexorável e já dominou quase todos os segmentos”.  Esta percepção é completamente equivocada e sempre proferida por pessoas que não se dão ao trabalho de estudar detidamente o dia a dia de um dono de oficina mecânica no Brasil e seu processo de aquisição de seu insumo básico: as autopeças. 

Impactos do Coronavírus na Indústria da Reparação Automotiva

 

Compra de Peças na Internet

Como fica evidente nos dados do PULSO DO AFTERMARKET a compra de peças pela internet gera muito mais problemas do que solução para os reparadores e eles só avançaram sobre este canal pressionados pelo desespero provocado pela falta de peças.

Porém, diante deste dado de que 62% das peças chegam erradas, não é preciso uma bola de cristal para afirmar que o reparador não vê a hora de se livrar deste canal e voltar a concentrar suas compras junto aos seus fornecedores tradicionais que agregam produtividade ao seu negócio.

A compra de autopeças na internet só vai crescer quando este canal trouxer mais produtividade para a oficina do que seus fornecedores/parceiros analógicos. Reforçando o que dissemos acima que a autopeças é um “insumo crítico” para o negócio assim receber a peça certa na hora certa é crucial para o sucesso da empresa. 

Hoje este “just in time” é garantido pelos fornecedores clássicos das oficinas, e neste sentido alguns novos canais têm se destacado procurando entender e eliminar as reais “dores” da oficinas.

O reparador precisa de um fornecedor que se “solidarize” na hora da compra de peça principalmente em função da complexidade de aplicações e rapidez de entrega.  

Não visualizamos num curto ou mesmo médio espaço de tempo um sistema de catálogo de aplicação que seja praticamente à prova de erros e ao mesmo seja amigável para operação pelo reparador em sua precária estrutura de compras. 

Se este sistema for materializado e a logística de entrega garantir, via catálogo “perfeito” a peça certa em duas horas nas oficinas, podemos prever o fim das lojas de tijolos e cimento.  

Depois desta divagação sobre a presente inviabilidade do E-Talling no mercado de reposição e voltando à crueza dos dados do PULSO DO AFTERMARKET fica evidente que com normalização do abastecimento o reparador vai retornar a sua “velha” rotina de buscar o canal digital toda vez que estiver diante de uma “mosca branca” e 93% dos profissionais o farão no Mercado Livre, como indicado no quadro abaixo.

No mais não percebemos muito mais coisas para destacar no conjunto de indicadores do PULSO DO AFTERMARKET deste mês mas sugerimos ao leitor que realize suas próprias análises. 

Caso algo não fique claro ou você tenha interesse em aprofundar seu conhecimento sobre a origem da demanda de seus produtos não hesite em nos contatar, afinal estudar o mercado de reposição em seu nascedouro (a oficina) é nossa obsessão.
Para contato use o e-mail cinau@oficinabrasil.com.br e para receber os relatórios quinzenais do movimento das oficinas acesse www.pulsodoaftermarket.com.br

Até o próximo PULSO DO AFTERMARKET.

Comentários